Nosso organismo sintetiza o colesterol de forma auto-reguladora, produzindo cerca de 20 mg de colesterol por quilo de peso por dia. Uma pessoa de 70 Kg, por exemplo, produz em média 1,4g por dia para suprir as necessidades fisiológicas, como a formação de membranas celulares, e a sua armazenagem em alguns tecidos corporais como o fígado, o cérebro e o tecido adiposo, de onde é direcionado para importantes funções metabólicas como a produção de hormônios e da bile.

Apenas 1/3 do colesterol circulante é proveniente da alimentação. Assim, o colesterol produzido pelo organismo contribui em maior quantidade para o colesterol total do sangue comparado ao ingerido pela alimentação, já que a absorção média de colesterol é de 50% do total consumido nos alimentos, sendo o restante excretado nas fezes.

Pessoas com colesterol alto beneficiam-se mais com a redução de ácidos graxos saturados da dieta do que com a redução do consumo total de gordura e, desta forma, é interessante que esses indivíduos substituam parcialmente o conteúdo de gorduras saturadas por poliinsaturadas ou monoinsaturadas, presentes nos óleos vegetais (soja, canola, girassol, azeite de oliva), peixes (sardinha, salmão, atum, arenque), oleaginosas (nozes,amendoim, castanha, amêndoa, semente de girassol e abóbora).

A gordura saturada do leite e da carne são as que mais aumentam o colesterol “ruim” (LDL), pela menor captação da LDL circulante no sangue.

O ovo tão conhecido como o vilão do aumento do colesterol pode ser considerado um alimento com efeito protetor, segundo estudos, pois apresenta maior quantidade de gordura mono e poliinsaturada do que a saturada, além de conter minerais e vitaminas antioxidantes, como a colina, vitamina encontrada na gema, que auxilia na redução do colesterol e na melhora da memória.

O consumo de um ovo por dia não apresenta risco para doenças cardiovasculares em indivíduos saudáveis e mostrou aumentar o colesterol “bom” (HDL).

Para uma alimentação equilibrada em pessoas saudáveis, que não apresentam colesterol alto ou doenças cardiovasculares, é indicado o consumo de ovo pelo menos 4 vezes na semana.

Ana Carolina Costa Nutricionista Estilo Vitae. CRN :10101258